Bombril lança esponja de aço com nome com conotação racista e gera polêmica. Entenda!

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Vivemos uma onda de luta contra o racismo nas últimas semanas, em que, diversas personalidades públicas e marcas se manifestarem adotando uma causa ‘antiracista’, mas parece que a Bombril não aprendeu nada. A marca foi acusada de racismo nas redes sociais ao lançar uma esponja de aço inox com o nome “Krespinha”, apontado como uma associação pejorativa ao cabelo comum entre negros.

No site da empresa, o produto é definido como “perfeita para a limpeza pesada”, sendo utilizada para a remoção de sujeiras e gorduras “de um jeito rápido e eficaz, sem esforço”.

Esponja de aço Krespinha

A hashtag #BombrilRacista é um dos assuntos mais comentados do Twitter na manhã desta quarta-feira (17/06). Várias pessoas deixaram críticas ao produto em outras postagens da Bombril nas redes sociais.

“Em pleno 2020 e vocês perpetuando racismo? Não adianta usar a imagem de pessoas negras para capitalizar e perpetuar racismo. Vocês devem muito mais que um pedido de desculpa”, escreveu uma pessoa no Facebook.

“Quem é o gênio do marketing que aprovou essa esponja chamada Krespinha??? Se liguem no momento. Trazer de volta em 2020 um produto de limpeza com o nome que é usado pra ofender pessoas negras é um tiro no pé. Vocês querem obrigar as próprias mulheres negras que são majoritariamente a força da limpeza a trabalhar com um produto que as ridiculariza. Que sadismo!!”, comentou outro.

Krespinha e o racismo em 1950

Nos anos 1950, um produto homônimo foi lançado pela S.A. Barros Loureiro Indústria e Comércio. Uma divulgação de 1952 foi postada nas redes sociais em meio à polêmica da Bombril. A imagem mostra o desenho de uma menina negra, personificando a esponja na figura da criança.

Propaganda antiga da Krespinha