Jovem agredido por mulher homofóbica da depoimento “ninguém se chocou com o que estava acontecendo”

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Um jovem foi agredido verbalmente e fisicamente enquanto trabalhava em um terminal rodoviário por uma senhora de 42 anos, que se dizia “serva de Deus” mas que odiava “[email protected]” e achava que ele tinha que morrer, pois iria para o inferno, e dizia coisas absurdas pra ele com muito teor de raiva e ódio em suas falas.

Como neste site não somos de passar pano, não vamos colocar a mulher como “suspeita” e sim como criminosa, e muito menos esconder o seu nome para que todos saibam. A mulher se chama Rosenete Ribeiro Taques, e mora em Rio Verde – MT.

(Foto: Reprodução)

Em uma entrevista ao site Carta Capital, o jovem que é agente de bilheteria da empresa Verde Transporte disse que resolveu correr pra frente da agência de imediato, logo quando começou as agressões para poder procurar ajuda “Pensei: as pessoas vão me ajudar e acabou que ninguém me ajudou. Ninguém se chocou com o que estava acontecendo. Todo mundo com o celular na mão, todo mundo queria ter o melhor ângulo, o melhor vídeo para postar” disse ele, se lamentando.

Em outra parte da entrevista ele relata “Fui desencorajado por alguns policiais de prosseguir com aquilo (processo) pelo fato da mulher ter problemas mentais. Naquele momento eu pensei: eu passei por tudo aquilo e eu não vou ver justiça nenhuma? Aí me falaram que eu teria apoio acionando a justiça. E ai comecei a me sentir mais confortável. No começo, eu achei que não seria amparado. Tinha medo de dar em nada” lamentou.

Segundo ele, a empresa em que trabalha foi totalmente prestativa com ele e deu todo o apoio diante do lamentável incidente  “Achei que ela seria responsabilizada pelo acontecido. Estou com medo de ter uma recaída, porque fico pensando isso toda hora, de que eu estou fazendo mal para todo mundo. Estou tentando manter minha sanidade mental”. disse ele, que ainda sofre com traumas depois das agressões, e também pelo fato de ser um menino calmo e trabalhador e nunca na vida ter imaginado passar por uma cena tão constrangedora como essa que infelizmente a gente assistiu.

Depois do ataque, João vem sofrendo problemas psicológicos, como traumas e medo de sair de casa e muita ansiedade “Estou com medo de sair de casa. Mas sei que se eu ficar com isso na cabeça eu não vou viver mais, vou ficar acuado. Vou ter que enfrentar” disse ele.

Ainda segundo João, ele não era totalmente assumido para todos os amigos do trabalho e nem para a família, e por ser um rapaz bem reservado e sempre muito quietinho muita gente acabava que não sabia nada sobre sua orientação, e depois desse ocorrido a sua vida foi totalmente exposta, mas segundo ele, o apoio da família e dos amigos tem sido algo bem legal, ninguém virou as costas pra ele por conta de sua orientação ou algo do tipo, muito pelo contrário, todos o acolheram mais ainda depois desse lamentável incidente.

Assista ao vídeo com os momentos de terror da agressão que ele viveu