Padrasto de estudante picado por Naja, coronel da PMDF é alvo de operação “Snake”. Entenda!

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Mais um desfecho da Caso Naja ganhou destaque na imprensa. Um coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi alvo da segunda fase da Operação Snake, deflagrada pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama) nesta quinta-feira (16/7). A ação, de acordo com o portal Metrópoles, investiga o tráfico de animais na capital do país. Eduardo Condi (foto abaixo) é padrasto do estudante Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, 22 anos, que foi picado por uma cobra da espécie Naja.

Eduardo Condi (foto em destaque) é padrasto do estudante Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, 22 anos, que foi picado por uma cobra da espécie Naja.

O jovem é apontado como proprietário do animal de origem asiática e de mais 16 serpentes contrabandeadas. O oficial, que presta depoimento nesta tarde na 14ª DP assim como a mãe do estudante Pedro Henrique, foi visto saindo do prédio em que a família mora, no Guará, carregando caixas com os animais.

O coronel Eduardo Condi, coronel da PM-DF e padrasto de Pedro Krambreck, é alvo de operação da Polícia Civil, nesta quinta-feira (16)  — Foto: Brenda Ortiz/G1
O coronel Eduardo Condi, coronel da PM-DF e padrasto de Pedro Krambreck, é alvo de operação da Polícia Civil, nesta quinta-feira (16) — Foto: Brenda Ortiz/G1

A movimentação foi flagrada logo após Pedro ter sido atacado pela cobra. Câmeras de segurança teriam filmado a ação. Questionada sobre as imagens capturadas pelo condomínio do PM, a 14ª DP afirmou que só vai se manifestar após a conclusão das diligências.

As cobras foram encontradas um dia depois do incidente com o estudante. O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) localizou os animais escondidos dentro de uma baia de cavalo em um terreno do núcleo rural Taquara, em Planaltina.

Estudante picado por naja — Foto: Arquivo pessoal
Estudante picado por naja — Foto: Arquivo pessoal

A corregedoria da PMDF acompanhou a ação da Polícia Civil. O celular do militar foi apreendido. Condi é irmão do subcomandante-geral da corporação, Claudio Fernando Condi. O oficial foi nomeado para ocupar o cargo em junho deste ano.

Procurada pela reportagem, a PM afirmou que não há investigação interna contra o policial, “uma vez que o que se tem de fato, até o momento, é o suposto crime cometido por um enteado de um policial militar”, segundo nota. A corporação confirma que participou da operação, mas acrescentou que aguarda as apurações conduzidas pela Polícia Civil para avaliar se há indício de crime militar.

Operação

Além de Pedro e do policial, o jovem Gabriel Ribeiro e um outro investigado também foram alvo da operação deflagrada nesta quinta. Gabriel acabou sendo conduzido à delegacia, pois estava com porções de maconha em sua residência. Ao sair da 14ª DP, não quis falar com a reportagem, também informou o Metrópoles.

Amigo de Pedro, Gabriel foi alvo da primeira fase da operação. Ele teria ajudado a ocultar a Naja. Após o início das investigações, o rapaz abandonou a serpente no estacionamento do shopping Pier 21 e fez uma ligação para a PM informando a localização do animal.

Policiais cumpriram, ao todo, quatro mandados de busca e apreensão, na manhã desta quinta, nas regiões do Guará, Gama e Riacho Fundo. A segunda fase da operação teve apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE) da PCDF e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).