Trans Juju Oliveira relata procedimentos estéticos e sonha retirar silicone das bochechas: “desceu para o pescoço”

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Temos que tomar muitos cuidados antes de fazer qualquer procedimento estético em nosso corpo, principalmente por saber que é um ato muita das vezes irreversível e que pode ocasionar sérios problema se for feito com materiais não apropriados ou com algum profissional não certificado.

(Foto: Reprodução)

Um dos assuntos mais comentados nessa sexta-feira (28), foi o drama que a transexual Juju Oliveira diz viver desde 2017, que diz ter aplicado silicone industrial em seu rosto em uma clinica clandestina, ela relata que se arrepende muito dos procedimentos, pois deformaram seu rosto e acabaram com a sua vida, e que seu grande sonho é conseguir dinheiro para poder realizar a retirada do produto.

“Estou muito arrependida. E preciso de uma cirurgia para retirar as bochechas e o excesso do silicone, que está descendo para o pescoço. Gostaria que um cirurgião me ajudasse de graça, já que não tenho dinheiro para pagar”, disse ela em depoimento.

Juju mora em Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, e antes era uma belíssima trans, mas a busca incansável pela beleza pode trazer sérios problemas para seu futuro, e pode até ser considerada uma doença.

Ela trabalha como garota de programa desde os seus 17 anos, e agora tem recebido a ajuda de seus pais, diante de tanto sofrimento “Meu pai é a pessoa que mais me apoia e cuida de mim até hoje. Ele não era a favor de eu fazer esse procedimento. Quando fiz, apareci na frente dele e pronto. Ele sempre foi contra, sabe que é perigoso. Também tenho duas irmãs e me dou bem com elas e com a minha mãe”, desabafou.

Ela se descobriu mulher aos 14 anos de idade, e foi daí que começou a se vestir como uma e a assumir sua identidade  “Quando eu descobri ser uma menina, deixei o cabelo crescer, passei a me vestir mais feminina e sou assim. Não operei e não pretendo. Sou um travesti e me aceito assim. Não tenho plásticas no corpo. Só no final de 2017 que eu coloquei silicone. Foi só o rosto que eu fiz. Fiz a bochecha, preenchi o queixo (o furinho), mexi no nariz e coloquei silicone para arredondar o maxilar, foi aí que desceu para o pescoço”.

Juju ainda contou detalhes sobre o seu procedimento:

“Parece ser muito, mas quando você coloca ele aparenta pouca coisa. O problema é que com o tempo ele dobra o tamanho. Meu problema são as bochechas e o pescoço, pois o silicone desceu”, lamentou, e aproveitou para fazer um alerta para outras pessoas.

“Me arrependo de ter colocado e acho importante alertar as pessoas para não repetirem isso e não fazer igual. Tem muita travesti e transexual que estão começando e que acham que colocar silicone é uma maravilha. Silicone industrial é um perigo. Quando você coloca, fica lindo, maravilhoso, mas com o tempo, vai deformar. A gente coloca e depois paga o preço por isso”.

“Sempre deixei muito claro que o meu silicone foi um procedimento clandestino, e que eu paguei e assumi a responsabilidade. Só que como isso é ilegal, a gente paga sabendo das consequências. Quero uma ajuda para reverter e tirar esse silicone do rosto. Estou procurando um médico, não quero vaquinha na web, quero um cirurgião que possa fazer isso de graça para mim”, disse ela em seu desabafo.

Ela enviou uma foto para o Jornal Extra mostrando com era bela antes de realizar os procedimentos estéticos e como não precisaria estar passando por isso, se soubesse a beleza que tinha de verdade, mas isso acaba se tornando algo viciante para quem faz.

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Gente a Juju é uma trans que teve aplicação de silicone industrial na sua face. Vem sofrendo todo tipo de preconceito e chacota em sua cidade e a única coisa que ela pede é RESPEITO. As pessoas são perversas e cruéis e não tem compaixão. Fazer chacotas e brincadeiras de mal gosto com pessoas com deficiências ou na formação ou acidentadas não é legal não é brincadeira. Espero que com a visibilidade do meu perfil, juntos possamos conseguir algum médico que se comova e ajude a Menina a retirar o silicone industrial e ela possa voltar a ter uma saúde melhor, porque o silicone industrial é como uma bomba relógio. Espero que alguma boa alma possa nos ajudar a ajudar a Ju

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Veja como ela era antes:

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Juju diz sofrer muito preconceito e bullying, pois as pessoas a chamam de “fofão”, e sempre riem dela na rua e zombam, mesmo quando estão junto com os familiares, elas não tem a menor vergonha de apontar o dedo, zombar, julgar e maltrata-la “Eles passam e me chamam de Fofão. Eu era uma pessoa como qualquer outra, aí fui inventar de fazer isso no rosto: silicone. Aí deu no que deu. Inchou e ficou desse jeito. Foi um erro meu”, lamenta. “Eu só estou querendo um pouco de respeito. Sou uma travesti de 30 anos. Sou natural de Passo Fundo, sempre morei aqui. Quero pedir um pouco mais de respeito”, lamentou.

A ex-bbb Ariadna postou em seu instagram um pedido de socorro, para que o pessoal pudesse fazer uma vaquinha e ajudar a Juju “Gente, a Juju é uma trans que teve aplicação de silicone industrial na sua face. Vem sofrendo todo tipo de preconceito e chacota em sua cidade e a única coisa que ela pede é RESPEITO. As pessoas são perversas e cruéis e não tem compaixão. Fazer chacotas e brincadeiras de mal gosto com pessoas com deficiências ou na formação ou acidentadas não é legal não é brincadeira. Espero que com a visibilidade do meu perfil, juntos possamos conseguir algum médico que se comova e ajude a Menina a retirar o silicone industrial e ela possa voltar a ter uma saúde melhor, porque o silicone industrial é como uma bomba relógio. Espero que alguma boa alma possa nos ajudar a ajudar a Ju”.