“Guardiões do Crivella” são pagos para ficar na porta de hospitais evitando denúncias da imprensa e de cidadãos

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Hoje mais um escândalo envolvendo a politicagem que toma conta do Estado do Rio de Janeiro veio a tona, e causou revolta de muitas pessoas, inclusive dos próprios profissionais da saúde. Os chamados “Guardiões do Crivella” são funcionários, muito bem remunerados que ficam nas portas dos hospitais para evitar denúncias da imprensa e até mesmo das próprias pessoas que buscam atendimento nos serviços públicos de saúde.

(Foto: Reprodução)

As informações foram divulgadas a Rede Globo pelo RJ2, e mostram pessoas ocupando cargos comissionados nas portas dos hospitais “Um médico tem salário inicial de R$ 3,5 mil, já com insalubridade. No grupo de pessoas escalados para intimidar usuários de impedir o trabalho da imprensa, tem gente que ganha mais que isso. Há outras categorias da saúde que ganham muito menos”, disse Telles, presidente do sindicado dos médicos.

Ele ainda ressaltou que impedir o trabalho da imprensa e de todos os usuários do SUS fere integralmente a democracia e todas as diretrizes do SUS: “O SUS foi concebido contemplando a participação popular e garante o direito de o usuário ter espaço para denunciar e avaliar o serviço. Essa situação é absurda. Tem gente no grupo que ganha cerca de R$ 10 mil, enquanto médicos e outros funcionários já sofreram com atrasos de salários, e muitos foram dispensados sem receber a rescisão”, disse o médico indignado.

A presidente do sindicato dos enfermeiros, Mônica Armada, também se indignou com as atitudes do prefeito e achou um insulto toda essa situação.

“Pegar o dinheiro do povo carioca para esconder os problemas existentes dentro das unidades de saúde é um absurdo. Temos problemas sérios na saúde. Um deles é justamente a falta de pessoal. Em vez de contratar olheiros, Crivella deveria usar esse dinheiro para repor os quase 6 mil profissionais que a saúde perdeu”, reclamou Mônica.

O vereador Paulo Pinheiro (PSOL) disse que os integrantes ocupam cargos altamente comissionados e que lotam cada dia mais o gabinete do prefeito.

“Isso é um absurdo. Um trabalho de desinformação ao impedir que o usuário possa falar e ainda impede o trabalho da imprensa. Isso é terrorismo de Estado”, disse ele.

Em nome, até mesmo o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Walter Palis, condenou a ação do prefeito Crivella.

“O Cremerj discorda de qualquer atitude que tente deturpar ou ocultar a verdade. A saúde pública na cidade do Rio de Janeiro deve receber toda a atenção necessária para fornecer um atendimento de qualidade para a nossa população, bem como um ambiente de trabalho propício para médicos e demais profissionais de saúde para que todos os objetivos sejam cumpridos”, disse Walter, em nota.

Fonte: Jornal Extra.