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Ginasta resolve se pronunciar e diz que sofria bullying de homofobia de Ângelo Assunção. Veja seu depoimento!

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Toda vez que Arthur Nory entra em quadra para competir, seu nome sempre é alvo de críticas por conta de um caso antigo e bastante polêmico de racismo envolvendo o seu nome. Desta vez não foi diferente, durante as olimpíadas o atleta chegou a desabafar dizendo que não aguenta mais pedir desculpas pelos erros do passado, pois o público nunca esquece do que ele fez e sempre cai em cima matando por conta de uma coisa que aconteceu enquanto ele ainda era adolescente.

Saiba mais sobre o caso:

Após Arthur ser eliminado, ele disse estar bastante abalado por seu nome estar novamente envolvido em polêmicas antigas.

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“Eu tive muito medo, fiquei muito acuado para tudo. Eu estou abrindo meu coração de verdade. Tudo o que aconteceu na minha história desde o episódio de [email protected] de 2015 vem à tona sempre que eu apareço. Então é um processo de amadurecimento diário, de entender e melhorar. A gente tem que buscar esses erros e melhorar. Assim como no esporte. Mas, no esporte, essa chance é só de quatro em quatro anos. Mas é aprender com isso e melhorar, para fazer diferente em Paris”, desabafou o atleta, em entrevista a TV Globo.

“Seu celular quebrou: a tela quando funciona é branca… Quando ele estraga é de que cor?” e “O saco do supermercado é branco, o de lixo é preto, por quê?”, foram frases usadas por Arthur, na época do racismo e de toda polêmica envolvendo os eu nome.

O que acontece é que Gabriel Alves resolveu se pronunciar sobre casos de homofobia que sofria de Ângelo, que foi a vítima de Arthur na época.

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Confira o desabafo de Gabriel:

“Treino ao lado do Nory, assim como já treinei e morei ao lado do Ângelo! Fiquei por um tempo alojado na república do clube, onde o Ângelo também morava. Talvez com alguém que viveu e presenciou tudo ao lado dos dois, vocês consigam abrir o olho e enxergar direitinho cada lado desse caso! Olhar todos os fatores e ver quem realmente eles são!”, começou dizendo.

“Entrei no clube em 2014, tinha apenas 9 anos! Quando comecei a me aproximar mais da seleção adulta do clube começaram os apelidos e as “brincadeiras” de mal gosto comigo! Todos dados pelo Ângelo! Em 2014, ainda antes do caso do racismo, Ângelo me apelidou de ‘Rebeca Blackout’ e de ‘Leona’, era assim que ele me chamava, nunca pelo meu verdadeiro nome!”, seguiu dizendo o atleta.

“Quando entrei no clube, eu tinha o dente da frente quebrado, ainda em 2014! E o Ângelo me comparava com os garotos dos vídeos! Alegando que eu era parecido com os dois! Não só na aparência, mas também no jeito de ‘viad*’, como ele dizia! Eu realmente ficava mal com os apelidos e falava que não era parecido, que não tinha semelhanças nenhuma, mas ele afirmava que era só questão de tempo pra eu me descobrir! E foi assim o ano de 2014 todinho, sempre Rebeca ou Leona”, continuou dizendo.

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“Eu acompanhei o Ângelo de 2014 até 2019, o dia que ele foi desligado do clube! Em todos esses anos os apelidos sempre continuaram, eram sempre os mesmos! Ele nunca mudou comigo! Sempre com o mesmo ego! Um dia cheguei pra conversar com ele e pedi pra ele poder parar com esses apelidos! Ele disse que não iria parar com isso, porque eu precisava passar por isso e que no fundo ele não estava me ajudando!”, disse.

Ele ainda fez questão de ressaltar que Ângelo nunca o procurou ao menos para pedir desculpas pelas piadas homofóbicas feitas contra ele na época “Até hoje não ouvi um pedido de desculpas e ele nunca me procurou pra falar sobre como ele estragou o meu psicológico quando eu era apenas uma criança, pois o ego dele sempre foi maior!”, lamentou.

Depois ele ainda comentou sobre a relação de todos na época “Em 2015, infelizmente as piadas racistas do Nory foram ao ar, mas as homofóbicas do Ângelo não. O Nory foi punido na época. Ângelo aceitou o pedido de desculpas do Nory, tanto que até gravou um vídeo falando que não passavam de uma brincadeira. A amizade deles continuou por um tempo, Ângelo continuava muito amigo do Nory. Até porque, como eu disse, sempre teve essas “brincadeiras” na amizade dos dois, mas infelizmente o rumo das coisas começou a mudar!”

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E ele seguiu dizendo sobre Ângelo, alegando que o atleta tinha uma total falta de comprometimento com o esporte, “Ângelo perdeu o rumo na ginástica após a Olimpíadas de 2016 onde ele não foi convocado por falta de nível pra representar o nosso país em um evento tão grande. Já o Nory, que se destacou no decorrer dos anos, foi convocado. Ângelo começou a faltar com compromisso nos treinos, inventava desculpas pra faltar, saia pra baladas durante a semana e não aparecia nos treinos de manhã, era mal educado com os treinadores e continuava com os apelidos de mal gostos comigo e com outros amigos meus! Após tudo isso ele só foi piorando, não tinha vontade de treinar mais e só ia pro ginásio pra poder causar! Ele gostava de arrumar encrenca com todos! Principalmente com os menores de idade!”

No final, ele ainda fez questão de dizer que Ângelo só voltou com o assunto racismo a tona, pois saberia que não seria chamado por nenhum clube recentemente, mas devido a sua falta de comprometimento com o esporte, e não por conta de sua cor: “As advertências começaram a chegar e ele foi se perdendo mais ainda, se afastou do Nory e de todos os atletas do clube, ninguém aguentava mais o jeito que ele tratava os outros, sempre com desrespeito e ignorância! O Ângelo só quis voltar no assunto do racismo após o clube ter desligado ele e a ginástica toda saber os B.O dele! E foi aí que ele voltou nessa história, porque ele sabia que clube nenhum jamais ia aceitar ele aqui no Brasil! Justamente por tudo o que eu disse acima!”, concluiu o atleta.

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